The Laws of Simplicity

Hey (;

I’m back from Egypt, where I’ve lived, worked and traveled for 1,5 awesome month.

Some days ago, I’ve been reading interesting books and translated the main parts to Portuguese. Here it goes!

“The Laws of Simplicity. Design, Technology, Business, Life” by John Maeda.

As leis da simplicidade. Design, Tecnologia, Negócio, Vida.

#1 Reduzir

“A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio da redução sensata”

A ideia é remover o máximos de funcionalidade possível . Se está em dúvida, remova. Mas tenha cuidado com o que você remove.

Uma técnica para tanto, é a SHE (Shrink, Hide e Embody; em português, Encolher, Esconder e Incorporar):

SHE:

  1. Encolher (shrink)
    Simplicidade é sobre o prazer inesperado derivado de algo que julgamos insignificante. Quanto menor o objeto, mais tolerante podemos ser quando ele não se comporta bem. Exemplo: smartphone
  2. Esconder (hide)
    Esconder a complexidade através de métodos de força bruta. Exemplo clássico: Canivete suíço. Outro exemplo é as atuais interfaces de computadores, que criam uma ilusão de simplicidade escondendo as infinitas funcionalidades de um computador. Na verdade até sentimos prazer quando sentimos que podemos dominar tamanha complexidade de um computador.
    Encolher um objeto reduz as expectativas, e esconder as complexidades permite que o proprietário gerencie as expectativas si mesmo.
  3. Incorporar (embody)
    Por fim, é necessário Incorporar ao objeto um senso de valor que é perdido depois de Esconder e Encolher. Os consumidores só serão atraídos para o produto menor e menos funcional se perceberem que ele seja mais valioso do que outro com mais recursos. Assim a percepção de qualidade torna-se um factor crítico quando fazer a escolha do menos por mais.
    É necessário de alguma maneira informar (fazer propaganda) das qualidade que não podem ser transmitidas implicitamente, especialmente quando a mensagem de incorporação simplesmente diz a verdade.

Sumarizando: Diminua o que você puder e então esconda o que restou sem que o objeto perca o sentido de valor inerente. Incorporar um maior sentido de qualidade através de materiais melhorados e outras sugestões de mensagens é um contrapeso sutil para encolher e esconder as aparências de um produto. Design, tecnologia e negócio trabalham em conjunto para chegar às decisões finais sobre quanto a redução de um produto é tolerável e, por outro lado, quanto de qualidade ele irá incorporar.

#2 Organização

“Organização faz um sistema de muitos parecer menor”

Há três estratégias consistentes para alcançar a simplicidade em relação aos bens materiais em casa:

  1. comprar uma casa grande;
  2. armazenar em outro lugar tudo que você realmente não precisa;
  3. organizar suas coisas de valor em uma maneira sistemática.

Todas são válidas e tem resultados variados.

A questão é “O que vai com o que?“. Por exemplo, podemos organizar itens de um guarda roupa em categorias como meias, cuecas, calças, jaquetas, camisetas e sapatos. “Organização faz um sistema de muitos parecer menor”. Claro que isso só será verdade se o número de grupos for significativamente menor que o número de itens a serem organizados.

Formar florestas a partir de árvores (formar grupos a partir de itens) é um objetivo comum que pode ser facilitado por um processo pronto chamado SLIP (Sort, Label, Integrate e Prioritize; em português, Ordenar, Categorizar, Integrar e Priorizar).

SLIP:

  1. Sort: escreva cada item em uma notinha. Ordene-os em fileiras formando grupos naturais;
  2. Label: nomeie os grupos;
  3. Integrate: sempre que possível, integre os grupos que se parecem significativamente com cada outro;
  4. Prioritize: finalmente, separe os itens de maior prioridade para dentro de um único conjunto para ter certeza que eles recebem maior atenção. Por exemplo, 3 conjuntos, “Foco”, “Base” e “Próximo”, do mais para o menos importante. Geralmente apenas 20% dos itens vão para o grupo de maior prioridade.

Uma excelente ferramenta que pode ajudar na organização: Mapa Mental

As vezes é preciso “apelar” para manter a organização, e talvez não haja problema nisso. Por exemplo, usar a tecla TAB para espaçar um texto de forma a organiza-lo melhor.

Borrar é uma técnica para fazer algo mais organizado e simples. Observando a evolução do controle do iPod percebemos que a última geração alcançou sua forma mais simples porque borrou todos os controles em uma única imagem de simplicidade (porém o tornou mais abstracto, menos concreto).

Evolução do controle do iPod:

Interpretação:

Portanto, “O que vai com o que?” é respondida com uma aproximação borrada de simplesmente “Tudo“.

Conclusão: Grupos é bom; Muitos grupos é ruim porque eles vão contra o objetivo de formar grupos. Borrar grupos é poderoso porque eles podem aparecer ainda mais simples, mas com o custo de vir a ser mais abstracto, menos concreto.
Olhe o mundo com os olhos semi-fechados. Você vai ver mais, por ver menos.

#3 Tempo

“Economizar tempo remete à simplicidade”

Alcançar notável eficiência é exemplificado pelo serviço de entrega à noite do McDonald’s. Afinal, quando somos forçados a esperar, a vida parece desnecessariamente complexa. Economizar tempo remete à simplicidade. E nós ficamos muito agradecidos quando isso acontece, o que é raro.

Então há um benefício implícito: reduzir o tempo de espera significa tempo que podemos passar fazendo qualquer outra coisa.

Dica: utilizar a técnica SHE apresentada no #1 Reduzir: Reduzir, Esconder e Incorporar:

Encolher o tempo de um processo é, obviamente, muito interessante, mas custoso.

Quando encolher o tempo de um processo não for viável, uma alternativa que significa “economizar” tempo é esconder sua passagem, simplesmente, por exemplo, removendo os relógios de um ambiente.

Por outro lado, um experimento conduzido pela Apple revelou que quando um display gráfico do progresso (a “barra de progresso”) era apresentada ao realizar alguma tarefa muito demorada, o usuário pensava que o computador completava tal tarefa em menos tempo do que quando a barra de progresso não era apresentada.

Tempo pode ser incorporado através da estilização. Produtos com design que criam a ilusão de movimento e velocidade podem reenforçar a ideia de economizar tempo, e é um atributo muito desejado da perspectiva do consumidor. Por exemplo, computadores com o gabinete que se parecem com carros de corrida o faz parecer rápido.

Conclusão: Economizar tempo está portanto entre o rápido quantitativo vs. o rápido qualitativo:

  • “Como eu posso fazer a espera menor?”
  • “Como eu posso fazer a espera mais tolerável?”

#10 O único

“Simplicidade é sobre subtrair o óbvio, e adicionar o significado”

Neste capítulo são apresentados conceitos chaves para a simplicidade:

  1. Longe
    “Mais parece menos, simplesmente movendo-o para longe, muito longe”
    Por exemplo, ao realizar uma pesquisa no Google, muitos dados são processados, mas seu computador não realiza nenhum processamento para ter um resultado, o mesmo é feito em algum servidor remoto da Google, distante de ti. Uma experiência pode ser mais simples mantendo-se o resultado local e movendo o verdadeiro trabalho para um lugar muito longe.
  2. Aberto
    “Estar aberto simplifica a complexidade”
    Por exemplo, o sistema operacional Linux, por ter seu código aberto, qualquer um pode descobrir bugs e ajudar a mante-lo funcionando bem. Com um sistema aberto, o poder de muitos pode ser maior do que o poder de poucos.
  3. Energia
    “Use menos, ganhe mais” – use menos energia, e use-a mais inteligentemente.

Portanto, as três chaves Longe, Aberto e Energia são importantes marcadores tecnológicos para o futuro da simplicidade.

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